.--- 11 , 18 e 25 / JUlHO / 20 1 5 ( SABADO ) Ritual Aberto - 13: 30 hs

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COMUNICAÇÃO DE RITUAL-2018


BIBLIOGRAFIACÉU DE RAMATIS  E DA VIRGEM MARIA

Comunicamos aos Irmãos que os rituais com Ayahuasca (Daime) ocorrem no endereço: Rua: Isid Dutra, 2259. Bairro: Barra do Sambaqui. Florianópolis-SC.



RITUAL DIA 
14JULHO  / 2018


  INSCRIÇÕES : 
- A partir do dia:  09 de JULHO 2018 (segunda-feira) 

- Somente através de telefone: ligação, msg ou whatsapp.
- Horário das inscrições: das 8 as 21 horas.
- Como proceder: enviar na mensagem nome completo, se é a primeira vez que comunga Ayahuasca ou não e o número de telefone. 
- Se não puderes comparecer, avise-nos com antecedência, assim                                           poderemos dar a vaga para outro Irmão.
                             - Vagas: 25
                             - No dia do ritual: o portão é aberto as 13:00 h e fechado as 14:00 h.

CONTRIBUIÇÃO: RS 50,00

CONFIRMAR PRESENÇA COM:


- Madrinha RENATA(48) 99959- 0550   (TIM) --- (Ligação, msg ou WhatsApp)

Sempre ao adentrar em uma casa espiritual revista-se de Humildade e Respeito.


ORIENTAÇÕES GERAIS:

MULHERES : - USAR SAIA LONGA.
                        - Roupas claras, sem transparência e sem decote.

HOMENS: - Usar calça e blusa fechada e de preferência claras.
                   - Proibido o uso de bermudas e camisa regata.

TRAZER:  Documentos: CPF e RG.
                    (sem esses não será permitido fazer o trabalho).
                  - Manta ou cobertor de uso pessoal.
                  - Lanche: confraternização após o ritual.
                  - Repelente.

DOAÇÕES: Serão bem vindas doações para serem repassadas para instituições carentes e moradores de rua. Ex.: alimento, ração, vestimentas, brinquedos e utensílios de casa. Gratidão.

PREPARO FÍSICO E ESPIRITUAL PARA O TRABALHO:

 - Evitar o consumo de carnes, bebidas alcoólicas, drogas, sexo e discussões pelo menos 3 dias antes do ritual, visto que todas essas energias influenciam negativamente nos trabalhos.

 - Os Irmãos que fazem uso de medicamentos, principalmente os tarja preta, os que possuem problemas de saúde, as gestantes e os menores de 18 anos entrar em contato conosco antes.

É EXPRESSAMENTE PROIBIDO PORTAR OU USAR QUALQUER TIPO DE DROGA, CIGARROS E BEBIDAS ALCOÓLICAS DENTRO DO SÍTIO "CÉU DE RAMATIS E DA VIRGEM MARIA".


COMO CHEGAR:

Vindo de carro: 
Vindo pela beira-mar de Sambaqui, virar em frente ao restaurante "Delícias do Mar" e ir até o  final do calçamento. É a primeira casa a esquerda após o final do calçamento.

Vindo de ônibus: 
No terminal de Santo Antônio (TISAN) pegar o ônibus "Barra do Sambaqui".  Ele sai do terminal as 12:40 h. Seguirá reto pela beira-mar até o final de Sambaqui.
Não descer no restaurante "Delícias do Mar". 
Quando o mesmo retornar, ele virará no restaurante "Delícias do Mar" e seguirá reto pela rua Isid Dutra. Pedir para descer no ponto final da BARRA do Sambaqui ou se ele for vir até o final da barra, pedir para descer em frente ao número 2259. 

Atenção com o horário de chegada, pois o portão é aberto as 13 hs e fechado as 14 h.
Tenha responsabilidade, chegue no horário.


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O JORNAL “LA VANGUARDIA” DE BARCELONA, ESPANHA, PUBLICA ARTIGO SOBRE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A AYAHUASCA.

Jordi Riba é um farmacologista, que investiga substâncias psicoativas, acaba de ser incluído na revista ‘Rolling Stone’ na lista das 25 pessoas que marcarão o futuro da ciência.

O ditado diz que ninguém é profeta nas suas terras. E muitas vezes é verdade. Isso é bem conhecido por  Jordi Riba, um farmacologista catalão que acaba de ser incluído na revista americana  Rolling Stone  na lista das 25 pessoas mais  influentes  no  futuro  da  ciência. Riba (Barcelona, ​​1968) goza de reconhecimento no exterior. “Eu dou uma média de 10/12 conferências por ano na Europa e nos EUA”, diz ele. Mas aqui, a sua pesquisa, por enquanto, não teve muito impacto. Talvez seja por causa das substâncias que ele estuda, algo exótico. Este cientista é dedicado à farmacologia do sistema nervoso central e neurociências em geral. Ele estudou  substâncias psicoactivas  que produzem mudanças na percepção e cognição, como a ayahuasca, uma espécie de bebida que os povos indígenas da Amazónia consomem desde tempos imemoriais. Graças à sua pesquisa, Riba, chefe do grupo Neuropsicofarmacologia do Instituto de Pesquisas Hospitalares de Sant Pau, revelou alguns dos  potenciais  que esta bebida esconde e ele quis partilhar com  La Vanguardia.

Como se sente quando o escolhem entre as 25 pessoas mais influentes no futuro da ciência?

Bem totalmente surpreso e estupefato. Fico feliz em pensar que existem pessoas que reconhecem o trabalho que estamos a fazer. Tenho trabalhado há 20 anos numa área pouco ortodoxa, que tem crescido muito nos últimos anos, especialmente no exterior. Precisamente, uma das coisas que eu estou feliz por ter incluído nesta lista é que isso implica que, talvez, a área em que eu trabalho seja melhor conhecida aqui. Eu tenho que dizer que no mundo da ciência há pessoas milhões de vezes melhores do que eu [risos]. Considero isso um reconhecimento sem criar pensamentos delirantes sobre as minhas habilidades.

Que responsabilidade, não é?

Não, temos que nos proteger um pouco disso. Quando cheguei aqui há 20 anos [no Hospital de Santa Creu and Sant Pau] e propus começar a estudar substâncias psicoativas para quem era chefe de farmacologia naquela época, o Dr. Manel Barbanoj, parecia interessante, era uma pessoa com uma mente muito aberta. Mas as reações que percebi à minha volta eram bastante céticas.
Segui o meu caminho, apesar do ceticismo, porque entendi que o que eu queria investigar era interessante o suficiente para prestar a minha atenção.

Os seus estudos são um pouco exóticos…

Sim, é uma área muito exótica. Se perseguir algo que não está dentro de um projeto que já está financiado, que rola sozinho, isso significa que o esforço que terá que fazer será cem vezes maior. Segui o meu caminho, apesar do ceticismo, dúvidas, possíveis críticas e vários obstáculos, porque entendi que o que eu queria investigar era suficientemente interessante para colocar a minha atenção. Mas não deixa de ser um compromisso comigo mesmo, não sinto uma responsabilidade especial por ter sido incluído nessa lista.

Como a Ayahuasca se atravessou no seu caminho?

Eu sempre tive interesse em bioquímica cerebral. Conheci trabalhos de antropólogos que estudaram ayahuasca na América do Sul. Eu li algumas das histórias e estabeleci o contato com algumas delas. Mais tarde, em meados dos anos 90 e por acaso, na vida, encontrei algumas pessoas que começaram a organizar retiros de ayahuasca na Catalunha, especialmente À volta de Barcelona, ​​que me aproximou de uma série de práticas, rituais, que vieram do Brasil e que envolve tomar uma bebida com propriedades psicoativas.

Nos anos 90, haviam grupos aqui que organizavam tomas…

Havia outro grupo nas Ilhas Baleares, outro em Madrid… Fiquei impressionado com as motivações dessas pessoas para tomar essa substância. Eu esperava encontrar um uso mais brincalhão de substâncias psicoativas, mas eu encontrei o contrário.

O que foi encontrado?

Essas pessoas encontravam-se a cada duas semanas. Eles explicaram-me, através da sua experiência subjetiva com a ayahuasca, que entraram num estado de introspecção no qual eles experimentaram toda uma série de sensações. Sobretudo, recuperação de memórias emocionais. Isso foi muito importante para eles. Ele viu que essas memórias, que às vezes aparecem sob a forma de visões semelhantes aos sonhos, ajudaram a revisitar alguns aspectos da sua biografia, e tudo sem perder em nenhum momento a consciência de que isso foi produzido pelo que eles tomaram.
Eles disseram que ajudou-os a superar situações conflituosas, traumas, que viveram ao longo das suas vidas

Curioso

Eles disseram que os ajudou a superar algumas situações conflituosas, traumas, que experimentaram ao longo das suas vidas. Vinte anos depois, a ayahuasca tornou-se extremamente popular. Agora, algumas pessoas que vêm a esse ritual são pessoas que sofrem de stresse pós-traumático, como ex-combatentes dos EUA, no Afeganistão ou no Iraque, até agora nada tem funcionado para eles. Eles continuam a ter memórias intrusivas e toda uma série de sintomas incapacitantes. Este é o movimento mais recente.

Falou-me sobre os meados dos anos 90 e o presente. Mas no meio, que tipo de pessoas consumiram esta bebida?

Pessoas que tiveram sérios problemas de dependência com a cocaína e heroína e que conseguiram deixar esse tipo de consumo após um período em que talvez tomassem entre seis a dez vezes a ayahuasca. Depois disso, decidiram deixar completamente esse caminho autodestrutivo que lideravam.

Parece incrível.

Quando eu ouço estas histórias, acho que o que eu faço parece ser capaz de ajudar alguém. Se eu tentar entender o mecanismo de ação por trás de tudo isso, posso alertar a comunidade científica a que talvez devêssemos prestar atenção a esta questão. Quando comecei, pouca atenção foi dada a estas substâncias, algo que as tornou atraentes para mim, ser um terreno desconhecido. Se tem o espírito de um investigador, isso é o que gosta de fazer.

Agora, o interesse é maior?

As portas estão a abrir-se noutros países, como a Inglaterra e os EUA. Universidades e centros de pesquisa de maior prestígio estão a estudar substâncias análogas. No meu caso, estudo a ayahuasca, o princípio ativo que produz as visões é chamado dimetiltriptamina (DMT), mas há outros estudos que foram realizados com psilocibina e também com MDMA, o princípio ativo do extasy. Verifica-se que existe toda uma série de substâncias, que tiveram uma reputação muito ruim, que se usada num contexto adequado – com um propósito específico e com uma população bem escolhida de pacientes – pode ter efeitos benéficos.

E onde localiza o ponto de viragem, na mudança de tendências?

Na descoberta, há cerca de dez anos, de um anestésico chamado cetamina que, em doses subanestéticas, produz mudanças muito intensas na percepção. Um grupo de psiquiatras nos EUA Ele viu que, administrado em determinadas doses, era um poderoso antidepressivo que atuava muito rapidamente. E agora há um boom de pesquisa deste tipo de antidepressivos, que atuam rapidamente através de mecanismos que são muito diferentes dos usados ​​em drogas tradicionais.

Eu entendi

Com antidepressivos tradicionais, leva entre três e quatro semanas até começar a melhorar alguns sintomas. Com a ayahuasca, num estudo que fizemos no Brasil, a melhora dos sintomas foi observada em poucas horas após a administração de uma única dose e o efeito foi mantido por três semanas.
Algo que foi estigmatizado como uma droga que foi consumida em ‘raves’, vemos que em alguns pacientes funciona

Surpreendente

Estes resultados foram alcançados sistematicamente com a cetamina, e isso abriu a mente para muitas pessoas. Algo que foi estigmatizado como uma droga que foi consumida em ‘raves’, vemos que em alguns pacientes funciona. O que acontece com a depressão é que existe uma porcentagem muito grande de pacientes a quem não funciona qualquer fármaco. Estamos a falar de pacientes a quem a terapia eletroconvulsiva, eletro-choque, não funcionou.

E como atua a nível cérebral?

É uma preparação bastante complexa. É uma infusão, um chá, que é obtido principalmente de uma liana, chamada ayahuasca e que dá o seu nome à bebida, que cresce na alta Amazónia (Bolívia, Venezuela, a parte mais ocidental do Brasil, Peru e Equador). Esta liana contém uma série de princípios ativos que já vimos que têm efeitos muito interessantes sobre o sistema nervoso central e que não são responsáveis ​​pelas visões. O procedimento consiste em esmagar a videira e fazer uma infusão com as folhas de outra planta. Nessas folhas há um composto, o DMT, que é muito estruturalmente semelhante à psilocibina, que é outro psíquico.
É uma preparação bastante complexa que é obtida principalmente de uma liana

Vou seguindo-o.

A psilocibina pode ser tomada por via oral, não é degradada e absorvida. Mas o DMT, se tomado sozinho, mesmo em quantidades de gramas, é completamente degradado e não atinge o sangue, o que não o afeta. O curioso é que os princípios ativos da liana bloqueiam a degradação do DMT. E pergunta-se, como pode ser que os habitantes desta área do planeta, que é um dos lugares com maior diversidade vegetal que se pode imaginar, decidiram combinar esta videira com as folhas de outra planta.

Apaixonante

A liana é muito robusta, é como um baú. Para quebrar, esmagá-la e fazer a infusão é um trabalho imenso, não é feito por acaso. Ninguém sabe como chegaram à conclusão de que esta combinação funcionaria. O que chegou à Europa e aos EUA é essa combinação, mas existem outros grupos que adicionam outras plantas que contêm outras substâncias psicoativas e que o seu consumo pode supor um maior risco para a saúde.

É preciso ter cuidado.

Muitas pessoas que querem experimentar a ayahuasca viajam para a Amazónia peruana, vão com a primeira pessoa que lhes diz ser um xamã e eles bebem o que oferecem sem saber o que estão a tomar. Pode haver, por exemplo, a escopolamina (popularmente conhecida como burundanga), que é uma substância que pode pôr em perigo a sua vida.

Voltemos às suas investigações…

Nós fizemos estudos de neuroimagem, e o que vimos é que, sob os efeitos da ayahuasca, o que acontece é uma ativação das áreas do cérebro que estão envolvidas no processamento de emoções, memória e áreas que estão na fronteira entre os aspectos cognitivos e emocionais. Há também uma certa ativação das áreas visuais, embora não seja muito marcante, por isso não temos certeza de que esse fenómeno seja responsável pelas visões.
Muitas pessoas viajam para a Amazónia peruana, eles vão com a primeira pessoa que lhes diz que ele é um xamã e eles bebem o que são oferecidos sem saber o que estão tomando

Eu entendi

O resultado final é que a pessoa está a recuperar-se tão abruptamente, de visões que tendem a conter importantes cargas emocionais. Há pessoas que, por exemplo, reviam um relacionamento com alguém que era importante na sua vida. A experiência é bastante intensa e pode ser esmagadora. Se assistir a uma sessão de fora, vê a pessoa com os olhos fechados sentados numa cadeira. Mas de repente, depois de um tempo, pode começar a chorar.

Quanto tempo pode durar o efeito?

Normalmente, depois de tomar uma dose, os efeitos começam após cerca de 45 minutos, leva muito tempo. A partir daí, há um início gradual, atingindo um efeito máximo próximo a uma hora e meia ou duas horas. Então, começa a diminuir e, após quatro ou seis horas após a ingestão, os efeitos desapareceram completamente. Também depende da quantidade que foi ingerida.
A experiência é bastante intensa e pode ser esmagadora.

Em geral, existe um consumo responsável de ayahuasca?

Dá uma pequena vertigem para ver como está a ser banalizada. Vê-se pessoas que organizam sessões de ayahuasca em todos os lugares, como aparece no “New York Times” como uma experiência na moda … Entendo que há pessoas que vão a essas sessões a pensar que passaram um bom tempo, de brincadeira não tem nada. As pessoas, após a experiência, dizem ‘uau, uau, uau!’.

Deixa uma marca…

Passei tempo a avaliar as pessoas que a consumiram e elas explicam-me que acreditam que depois das suas experiências adquirem um conhecimento útil para as suas vidas, mas que às vezes elas estão na sessão a ponto de ter a sua infusão e pensam ‘o que faço eu aqui a saber o que está por vir! Todo mundo diz que não é uma droga recreativa, pelo contrário. Se quiser fugir dos seus problemas, tomar a ayahuasca é a última coisa que precisa de fazer, porque coloca-os na frente dos seus olhos e os reexperimentas muitas vezes de uma maneira dolorosa.
Se está a procurar fugir dos seus problemas, tomar a ayahuasca é a última coisa que deve fazer.

Por outras palavras, que de droga recreativas nada.

Tem uma série de inconvenientes que o tornam desagradável. Na sua forma habitual, tem um gosto horrível, cheira mal, produz uma sensação de ardor no estômago e uma náusea praticamente imediata no momento da toma. Além disso, é bastante usual que a pessoa, depois de a ter tomado, vomite. De lúdico tem muito pouco. Se adicionar a isso, as experiências podem ser emocionais e dolorosas do ponto de vista emocional … Esta é para mim uma barreira de segurança.

Em que sentido?

Eu faço estudos com pacientes que têm problemas de vício e as pessoas que trabalham com eles dizem-me: “Está a dizer que quer experimentar em alguém que tem problemas de dependência, dando-lhe algo que contém um psicotrópica potente que possa ter potencial para abuso? ‘ Garanto-lhe que ninguém vai tomar a ayahuasca por prazer, 100% garantido.
Garanto-vos que ninguém vai tomar a ayahuasca por prazer, 100% garantido

É uma boa notícia…

Uma coisa que descobrimos recentemente é que os compostos da liana, que se pensava que só ajudavam o DMT a não se degradar, têm efeitos biológicos bastante interessantes. No cérebro adulto dos mamíferos, há uma série de nichos de células-tronco que produzem novos neurónios. Este fenómeno não recebeu muita atenção porque a taxa de produção é francamente baixa. Agora, vimos que dois dos compostos que estão presentes na videira, beta-carbolinas, têm efeitos neurogénicos muito poderosos.

Eles ajudam a gerar neurónios?

Eles estimulam a proliferação do número dessas células-tronco e a sua migração para integrar-se a circuitos cerebrais pré-existentes onde são transformados em neurónios funcionais. Estes três processos são estimulados por estes dois compostos da liana. Trata-se das conclusões de um artigo que acabamos de publicar e que deixou todos bastante surpresos, eu o primeiro.

Parece esperançoso.

Quando eu explico que há pessoas que fizeram uma mudança de vida por causa do consumo da ayahuasca, que foram imersas em depressão ou vícios e conseguiram redirecioná-la, e descrevo a experiência subjetiva que elas relacionam, encontro muitos rostos de ceticismo. Mas quando você está testando biologicamente esses compostos e observa que eles estão agindo do mesmo modo que os antidepressivos clinicamente funcionais fazem, então você tem dados que são mais facilmente transmissíveis e que podem ser melhor recebidos e aceitos pela comunidade dedicada ao tratamento. estudo de neurociências.

Parece que a ayahuasca tem muito potencial.

É muito claro que produz um efeito no nível biológico. Vimos também, fazer estudos de ressonância magnética (isto é, olhando para a estrutura do cérebro e função do cérebro), que 24 horas após o consumo da ayahuasca há uma diminuição na actividade de uma área do cérebro, o lóbulo medial parietal, que está diretamente associado ao que seria a percepção íntima de si mesmo. Em situações patológicas, que pode ter sintomas depressivos, esta área está num estado de hiperatividade, e esta hiperatividade está diretamente relacionada aos pensamentos obsessivos e  negativos.
Encontro muitos rostos de ceticismo.

Eu entendi

Se nos compararmos a outros grandes macacos (gorilas, chimpanzés, bonobos), uma das coisas que nos diferencia deles é uma grande expansão do lobo parietal medial. Há evidências crescentes de que esta parte do cérebro está possivelmente associada aos processos de autoconsciência. Um estado específico desta zona parece correlacionar-se com pensamentos de tipo negativo. Vimos que uma vez que os efeitos agudos da ayahuasca desapareceram, há uma desativação desta área.

Interessante

No nível psicológico, observamos que, após os efeitos agudos da ayahuasca, há uma diminuição na auto-avaliação negativa constante de si mesmo que certas pessoas fazem. Este é um déficit que os colegas do departamento de psiquiatria observam em muitos pacientes, independentemente do diagnóstico.
É muito claro que produz um efeito no nível biológico.

Vejo que essa substância possui muitas aplicações.

Ao falar com colegas que tratam pessoas com problemas de dependência, eles dizem-me que, para o tratamento de, por exemplo, o vício com cocaína, não há nada atualmente. Não é que não haja nada que funcione, é que eles não têm nada para lhes dar. Tudo é sintomático: se o paciente está ansioso como eles dão benzodiazepinas, se tiver sintomas psicóticos como fornecer antipsicóticos, também dar-lhes drogas que equilibram mudanças bruscas de humor … Fizemos um estudo com pessoas que foram diagnosticadas exclusivamente com o vício da cocaína e vimos mudanças na sua estrutura cerebral.

De que tipo?

A conexão e o volume das áreas do cérebro que procuram constantemente a gratificação foram reforçados e, ao mesmo tempo, observamos que as áreas do cérebro que o ajudam a avaliar uma situação e avisá-lo de possíveis perigos foram desativados. Não me surpreende, ao ver o que detectamos, é extremamente difícil para essas pessoas abandonarem o seu vício, e que há mudanças estruturais, o cérebro inteiro foi reconectado.
Vimos que, após os efeitos agudos da ayahuasca, há uma diminuição na avaliação crítica prejudicial de si mesmo que certas pessoas fazem.

Incrível

São situações muito problemáticas. Mas quando eu vejo, em paralelo, há pessoas que graças a ayahuasca, explicam-me, que conseguiram deixar os seus vícios, porque, apesar do estigma que é uma substância utilizada pelos povos indígenas, o estigma que é psicoativo, psicadélico, hippie , etc., eu sinto a obrigação de a investigar, porque se eu não fizer isso, estou a perder a minha obrigação como investigador. A maneira que eu comecei era muito solitária, de 1996 a 2005, mas, em seguida, começaram a aparecer estudos com psilosibina nos EUA, nada menos do que a melhor escola de medicina no país, Johns Hopkins.

É um centro muito prestigiado.

Há outro psiquiatra a fazer o mesmo na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Além disso, a FDA, a agência norte-americana de medicamentos, deu à MDMA uma designação de terapia prioritária para tratar o stresse pós-traumático, um grande problema nos EUA, e há outro grupo no Imperial College London a fazer esse tipo de estudos… Nos EUA foi também onde foram feitas as primeiras investigações com ketamina para uso terapêutico. Quando instituições sagradas como essas começam a fazer esse tipo de pesquisa, recebe mais pessoas para prestar atenção quando fala sobre isso.
Quando vejo que há pessoas que graças à ayahuasca conseguiram abandonar os seus vícios eu sinto a obrigação de investigar isso
Antes de comentar que alguns compostos da liana têm a propriedade de gerar neurónios. Poderia ter a sua aplicação prática em doenças como a doença de Alzheimer?
Estamos longe. Somos muito cautelosos. A velocidade com que os novos neurónios produzem os nichos dentro do cérebro adulto de mamíferos é baixa. Pode estimulá-lo, mas sempre houve a questão de em que medida e se essa estimulação poderia contrariar a perda neuronal associada a uma doença neurodegenerativa. Ainda não temos a resposta para isso. O próximo passo que queremos fazer é testá-lo em modelos animais, queremos ver se podemos prevenir ou reverter os déficits cognitivos.
Se todas essas investigações que realizou não acabam por ter uma tradução terapêutica algum dia, como se vai sentir?
Comecei a estudar tudo isto porque estava muito intrigado com o seu mecanismo de ação. Eu não sou um clínico, estou muito interessado em saber como o cérebro funciona e como era possível que substâncias simples a prióri pudessem alterar de forma tão profunda a capacidade em que percebemos e pensamos as nossas emoções, bem como a percepção de nós mesmos e o nosso papel no mundo. Esse foi o meu principal interesse. Eu era o céptico número um em que estas investigações poderiam ter uma aplicação terapêutica algum dia. Não foi o meu objetivo. Mas outros viram que poderia ter, e quase tiveram que me convencer. Nesse caso, acredito que a relação risco-benefício seria totalmente justificada.
Qual o uso de saber como uma substância atua no cérebro se não tiver uma tradução terapêutica depois?
As leis de Newton são do século XVII e não se aplicaram para atingir a lua até 1969. Possivelmente Newton nunca o planeou, ele fê-lo pelo prazer de entender como a gravitação funcionou.
Pesquisa pelo prazer de conhecer…?!
Sim, basicamente, faço isso pelo prazer de saber. Passou muito longos períodos de tempo na miséria emocional, mas no dia em que obtém resultados, naquele dia sente-se satisfeito.
Um neófito no assunto, pois acho difícil entender que algo não é investigado com um propósito prático.
Então procura por isso. Este é o grande erro que está a ser feito em relação à abordagem que está sendo dada à ciência. Quando pede recursos para um projeto, eles perguntam-lhe sobre a capacidade de tradução que terá sob a forma de benefício para a sociedade. É uma visão que pode aplicar à engenharia, mas nenhuma das grandes descobertas médicas passou por um objetivo pré-estabelecido. Muitas vezes é dito, erroneamente, que algo foi descoberto por acaso.
Nenhuma das grandes descobertas médicas passou por um objetivo pré-estabelecido

Serendipity

Fleming estava com as suas culturas bacterianas e um dia, por acaso, ele foi contaminado com um fungo. Ele podia ter pegado nessa placa e dizer ‘está a contaminar-me, é ruim, limpo e continuo com a experiência’. Mas, em vez disso, ele parou e viu como não havia bactérias por onde o fungo havia crescido. E perguntou-se: “Este fungo está a impedir o crescimento de bactérias?” Mas se tivesse bloqueado Fleming até 10 anos da sua vida a dizer que “deve descobrir o antibiótico”, não teria encontrado nada.

Eu entendi

Atualmente, os poderes factuais não entendem isso, e eles querem que encontre o aplicativo já. Mas é quando você se pergunta: “Onde estão as empresas farmacêuticas mais poderosas?”. Bem, na Alemanha e na Suíça. E quando eles começaram a produzir drogas? No início do século XX. Comecei a estudar química orgânica e todos os nomes das reações tiveram nomes alemães. Por quê? Porque eles estavam a experimentar com química que era inútil durante todo o século XIX. Eles passaram uma centena de anos a descobrir que isso com o outro reagiu de tal maneira e podia obter tal coisa e, mais tarde, no século vinte, era um poder farmacêutico. Mas eles estiveram a picar pedra durante um século.
Se Fleming estivesse preso durante 10 anos da sua vida a dizer que “deve descobrir o antibiótico” não teria encontrado nada

Algo que não fazemos aqui.

Na Espanha, queremos ignorar tudo, e eles querem o aplicativo já. Está a matar a possibilidade de descobrir coisas. O que estamos a ver agora, é que muitas investigações dirigidas não levaram a nada. E muitas empresas farmacêuticas estão a deixar o setor do sistema nervoso central porque gastaram milhões em pesquisa direcionada e não encontraram nada.

Não é o caminho a seguir.

Certamente, o homem que pensou “eu vou dar ketamina a pessoas deprimidas” teve que lutar contra um estigma. “Se isso é feito pelos freaks nos ‘raves’. Quer dizer dar às pessoas uma droga “, diriam. Mas agora esse homem aparece na “Natureza” como uma ótima referência. Se eu tivesse ignorado alguns rostos nojentos que vi ao meu redor quando cheguei aqui, não teria feito nada. Mas faz isso porque há algo que o encoraja a seguir esse caminho.
Depois de estudar durante 20 anos, a ayahuasca ainda está a dar-me surpresas

Se me tivesse que definir o que a ayahuasca é em algumas frases, como o faria?

Um poço de potencial terapêutico que devemos investigar mais. Eu também diria que eu gostaria de ter mais recursos para investigar porque depois de 20 anos após ter iniciado o estudo, ela ainda está a dar-me surpresas. É a oportunidade de desenvolver medicamentos que possam ajudar pessoas que agora não têm nada para resolver o seu problema.

ARTIGO ORIGINAL DO JORNAL “LA VANGUARDIA”
http://www.lavanguardia.com/vida/20171219/433742427184/jordi-riba-huir-problemas-tomar-ayahuasca-ultimo-debes-hacer.html

O Espiritismo e a Ayahuasca: conversa com Ramatis

Ramatis é o nome de uma sábia e misteriosa entidade do mundo dos Espíritos, que envia esclarecedoras mensagens oriundas das esferas siderais, sobre importantes temas para a Humanidade. Recentemente, divulgou-se na Internet uma entrevista, supostamente realizada com o Espírito Ramatis, sobre a bebida Ayahuasca.
Ramatis — ou Swami Sri Rama-tys — é o nome de uma sábia e misteriosa entidade do mundo dos Espíritos, que envia esclarecedoras mensagens oriundas das esferas siderais, sobre importantes temas para a Humanidade. Sua vasta erudição e conhecimento lhe permite discorrer e ensinar praticamente sobre tudo o que é importante para o bem-viver aqui no mundo Terra, nas muitas psicografias enviadas do lado de lá.
O seu nome é uma homenagem ao Deus Rama e sua consorte Sita, pois em uma de suas inúmeras encarnações, ele esteve presente nos acontecimentos descritos pelo épico Ramayana — que conta a saga de Rama e seus exércitos contra o rei-demônio Ravana, para restaurar o Dharma, a vida reta e justa.
Ramatis é expoente do espiritualismo universalista. Seus discípulos e admiradores acreditam que ele coordena a “Fraternidade da Cruz e do Triângulo”, equipe extrafísica de espíritos oriundos do cristianismo e das tradições religiosas do Oriente, comprometida em difundir a síntese do conhecimento contido nas doutrinas religiosas e espiritualistas ocidentais e orientais.
Recentemente, divulgou-se na Internet uma mensagem supostamente enviada pelo Espírito Ramatis e “canalizada” pelo médium José Antônio de Souza, dirigente do Círculo de Irradiações Espirituais de São Francisco — uma instituição umbandista — na forma de entrevista, sobre a bebida Ayahuasca.
Dizemos mensagem “supostamente” enviada pelo Espírito Ramatis porque, nestas questões, vale a máxima de que “não importa o nome do Espírito que enviou a mensagem, e sim o conteúdo da mensagem”. Isto é, se o conteúdo ético-moral é edificante, a mensagem adquire credibilidade.
O Espírito Ramatis, nesta entrevista, demonstra ser conhecedor de alguns — ou muitos — dos mistérios da sagrada Ayahuasca, apesar de declarar nunca a ter provado. Quem já experenciou o efeito extraordinário desta beberagem, entenderá porque considero Ramatis conhecedor da bebida de “poder inacreditável”.
Ramatis trata de muitas questões, inclusive do fenômeno neoayahuasqueiro, ao afirmar que como a Ayahuasca ganhou evidência na contemporaneidade, além das religiões ayahuasqueiras tradicionais, “outras formas de crer” passaram a utilizá-la. Com isso, o seu uso foi facilitado para mais pessoas. Porém, ele adverte do risco da banalização e vulgarização.
Ele instrui que “quanto mais universalista for o ensinamento melhores serão os resultados” da utilização da Ayahuasca; e adverte para o seu oposto: “pode ocorrer também o uso da Ayahuasca dentro de um conceito muito limitado e não haver a evolução necessária” — por exemplo, a tentativa do uso médico-terapêutico, como um ansiolítico ou antidepressivo a mais, da milionária indústria farmacêutica, que empobrece a experiência mística.
Na entrevista, Ramatis adverte sobre o risco da Ayahuasca ser distribuída “por pessoas sem o devido preparo interno para sua utilização”, assim como sobre os falsos mestres que buscam o ganho pessoal, dinheiro ou reconhecimento.
Há questões polêmicas trazidas pelo Espírito Ramatis?
Sim, há. Todavia, considero isto como algo possivelmente relacionado ao perfil do médium “canalizador” da mensagem, de mediunidade inspirativa (não-mecânica), que pode levar o aparelho receptor (o médium) a emitir opiniões pessoais sobre o tema ali desenvolvido.
Estas questões “polêmicas” aparecem em duas situações. A primeira é quanto ao uso de Ayahuasca por mulheres grávidas.
O suposto Espírito Ramatis considera que “quando um ser está em gestação no útero, tudo o que a mãe ingere ou respira, o ser em formação estará compartilhando”, o que é óbvio. Dessa maneira, “o ser em gestação estará recebendo a Ayahuasca em suas células em formação, assim o aconselhável é que a mãe em sua consciência saiba o que é benéfico para o ser que está gerando. Como o estado de consciência ainda é limitado na atual humanidade, o aconselhável seria aguardar o término da gestação para o uso da Ayahuasca”, conclui.
Aconselhável para quem?
As religiões ayahuasqueiras brasileiras acreditam que o sacramento Daime/Vegetal (Ayahuasca) é benéfico para o corpo, mente e espirito do usuário; é curativo para a saúde dos daimistas e hoasqueiros. Um elixir, diríamos. As comunidades ayahuasqueiras evidenciam as suas crenças no uso continuo através de cinco ou mais gerações de adeptos, nas suas práticas mais que centenárias.
Observa-se, nas comunidades que fazem uso contínuo de Ayahuasca — incluindo mulheres gestantes e crianças — um alto grau de integração social e laços de solidariedade comunitária; vida familiar e social ordeira e pacífica; taxa de mortalidade infantil próximo a zero; saúde física e mental satisfatória, mesmo entre as famílias de baixa renda, que têm dificuldade de acesso ao deficiente serviço público de saúde.
Devido a isso que, após intensas pesquisas e debates, quando o Governo e Estado brasileiro regulamentou o uso religioso da Ayahuasca; através da Resolução Conad 01/2010, se estabeleceu que o uso de Ayahuasca por mulheres grávidas seria uma decisão de foro íntimo e de ordem pessoal.
Uma segunda questão “polêmica” na entrevista do Espírito Ramatis, ocorre quando ele adverte que se deve usar ritualisticamente apenas uma planta de poder de cada vez, pois “não se pode misturar num mesmo ritual ervas de poder que traz incompatibilidade entre si”.
Este que vos escreve tende a concordar com esse argumento. Porém, a de se levar em conta dois aspectos: a) existem etnias indígenas que nas suas pajelanças e trabalhos de cura utilizam mais de uma planta de poder, responsavelmente; b) há uma crença recente entre alguns ayahuasqueiros urbanos que, baseado na experiência indígena, pode-se usar mais de uma planta de poder, com resultados eficazes.
Todavia, o alerta de Ramatis é mais do que justo neste momento de uso indiscriminado de “plantas de poder” por indivíduos despreparados que conduzem “rituais xamânicos” no mercado de fé New Age da contemporaneidade, banalizando e vulgarizando as medicinas indígenas — principalmente a Ayahuasca. Por isso, vale a dúvida e a reflexão.
O que é incorreto, no argumento do Espírito Ramatis é afirmar: “o uso continuo de ervas de poder diminui sua eficácia com o passar dos anos. Muitos começam a misturar ervas de poder para um efeito maior”. Esta argumentação pode ser válida para outras substâncias, mas não é válida para Ayahuasca, pois é justamente isto que diferencia a sagrada bebida de outras substâncias — ela não gerar tolerância ou abstinência —  o que distingue Ayahuasca das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. .
Bem, estes são apenas alguns breves comentários sobre a rica “entrevista” a seguir. E o que coloco como questões “polêmicas” não compromete em nada a excelente qualidade da mensagem. Leiam, reflitam e aprendam com Swami Sri Rama-tys.
Namastê.

Ramatis conversa sobre a ayahuasca
Canalizado por José Antônio de Souza, dirigente do Círculo de Irradiações Espirituais de São Francisco. Esta canalização teve início em 09 de agosto de 2014.
(Observação: conservou-se a mensagem original, sem correção ortográfica ou gramatical).
Qual o valor das ervas de poder?
As ervas de poder são vegetais, cujos princípios ativos, alteram a faixa vibratória de consciência.
Poderia falar sobre a ayahuasca?
A ayahuasca é uma substancia vegetal composta de folhas de um arbusto e as fibras de um cipó. Cujo princípio ativo mais influente é conhecido como DMT. Existem outros componentes que atuam em conjunto formando um único e potente enteógeno, se assim preferir denominá-lo.
Lembre-se que os vegetais são um todo e não somente um único princípio ativo. Pode-se sintetizar o DMT, mas não conseguirá o efeito transformador do potente enteógeno conhecido como ayahuasca.
Podemos dizer que é positivo o uso da ayahuasca?
Quando guiado por seres superiores a chamada força será dirigida para ampliação da consciência em patamares elevados e de encontro com as verdades universais ou ainda para o trabalho com a suas limitações pessoais.
O uso indiscriminado ou sem a presença de um trabalhador da luz as consequências sempre serão nefastas. O vegetal possui um espírito, com o objetivo de ajudar o humano a atingir um patamar de consciência lúcida. Encontrando este espírito vegetal uma resistência ou desvio de intenção do propósito maior, a força será dirigida para onde o pensamento e os medos internos se encontra. Assim em vez de ampliação de consciência em patamares elevados, o ser terá experiência ilusória criada pelo ego e/ou terríveis visões.
Qual seria o ritual ideal para o uso da ayahuasca?
O ritual da ayahuasca ideal será sempre aquele do encarnado verdadeiramente guiado pelos propósitos superiores. Inserido dentro de sua cultura, e suas crenças.
De nada adianta rituais elaborados se o próprio ser que dirige não tem o grau necessário para sustentar um ritual desta envergadura.
As imagens que surgem dentro de um trabalho de ayahuasca são verdadeiras?
Imagens são o que o próprio nome diz imagem. Imagem sempre é o reflexo de uma realidade, saber interpretar a imagem, reconhecer o valor ou não do se vê, é necessário um treinamento e um dirigente que conheça os meandros da realidade não egóica.
Então não se deve tomar ayahuasca sem ter alguém com conhecimento?
Raras pessoas tem a capacidade de tomar ayahuasca sozinha e percorrer um caminho luminoso. A presença de um ser mais antigo dentro da tradição resulta em um melhor resultado final do trabalho.
O irmão aconselha o uso da ayahuasca como um caminho espiritual?
Não aconselhamos nenhum caminho espiritual. A escolha de um caminho espiritual faz parte da vontade do ser que assim quer evoluir. Lembremos que ninguém pode colocar uma pessoa no caminho espiritual. Sem a vontade do espírito que anima a pessoa qualquer caminho é paliativo e sem valor.
Quando o ser verdadeiramente busca a evolução é porque já passou por determinadas etapas do processo de existência como ser humano. Processos básicos que não podem ser negligenciados nunca. Pois as leis que regem a evolução são rígidas e eternas em si mesmas. Assim o ser ao buscar a evolução e conhecimento das verdades eternas, será guiado pelo seu eu interno que sempre respeita as leis universais do livre arbítrio. Embora vocês pareçam iguais, são como flores de um mesmo jardim.
Quando olhando microscopicamente encontra as diferenças potenciais que permitem suportar o caminhar. Assim uns necessitam de um caminho mais tranquilo e seguro, enquanto outros ficaram insatisfeitos com um caminho tranquilo e lento. Aqui serve a máxima a tantos caminhos como há seres humanos.
Sobre o tema da ayahuasca como caminho de evolução. Hoje temos vários segmentos ayahuasqueiros tais como: União do vegetal, Santo Daime, Barquinha, xamanismo, entre outros. Como se relaciona o ser espiritual da ayahuasca com os ensinamentos orientados por estas linhas de pensamentos?
A ayahuasca é um conjunto do reino vegetal com propriedades de auxiliar o ser humano em sua caminhada quando bem orientado o seu uso.
Todos os caminhos têm caminhantes, querer saber se um ensinamento com uso da ayahuasca ou daime ou vegetal, como preferir chamar, é melhor ou pior e como querer saber o sabor de uma fruta sem experimentá-la. O objetivo do uso da ayahuasca é a expansão da consciência visando o contado com a verdade suprema. Este é o objetivo. A doutrina poderá ser necessária quando o estágio evolucionário assim o requerer.
Os humanos tendem ainda a pensarem que o seu caminho é o melhor. Esquecem que os caminhos que usam ervas de poder é um. E dentro deste caminho existem outras ervas de poder. Mas ficaremos com a ayahuasca. E como a ayahuasca ficou mais em evidência, outras formas de crer vinculou ao seu uso. Facilitando assim o seu uso por mais pessoas. Sempre é bom lembrar que quanto mais universalista for o ensinamento melhores serão os resultados. Pode ocorrer também o uso da ayahuasca dentro de um conceito muito limitado e não haver a evolução necessária.
Esquecem que os tempos atuais são diferentes de outras eras. Onde o caminho espiritual requeria a total entrega do ser num mosteiro ou numa caverna eremita. O caminho pertence ao caminhante. O caminhante percorre o caminho até o momento necessário para o seu desenvolvimento.
Esquecem que trabalhamos com seres de estágios diferentes de evolução, alguns ainda muito limitados a crenças pessoais. Que necessitam de tempo para superar estas mesmas crenças. Assim vemos a ayahuasca como um libertador de crenças arraigadas mesmo que dentro de outras crenças. O ser assim caminha de um patamar a outro patamar mais acima. Vemos a evolução como um todo. Assim todos os caminhos são úteis.
Quais pessoas podem tomar ayahuasca?
Nenhum ser pode ser coagido a tomar ayahuasca, o indivíduo que sente em seu interior a intenção para tomar ayahuasca, este indivíduo sendo saudável, poderá ter a experiência de tomar o chá, como vocês gostam de chamar. Ao tomar a ayahuasca pela primeira vez o organismo reage na maioria das vezes de forma violenta. O que pode ocasionar uma experiência negativa. Por isso o cuidado de quem dirige é importante para harmonizar a pessoa. A partir desta primeira experiência com ayahuasca a pessoa poderá ver e sentir no seu íntimo se tomará novamente, e saber se é um caminho a seguir.
Pode ocorrer também que a primeira vivência seja positiva, o que leva o indivíduo a continuar, mas em algum momento terá que confrontar os seus medos e demônios internos. Aí saberá se suporta continuar neste caminho.
Como ultrapassar o medo num trabalho com ayahuasca?
Enfrentar os conteúdos da sua própria psique é um trabalho necessário na evolução. A ayahuasca abre os arquivos reprimidos da psique humana. Nem todos estão preparados para este confronto. A superação desta fase vem com a confiança do ser divino interno e na orientação dos dirigentes do trabalho, por isso afirmamos que a condução dos trabalhos com ayahuasca seja sempre realizada por pessoas que já tenham caminhado no seu processo individual e que sejam verdadeiros no compromisso espiritual. Tomar ayahuasca sem compromisso espiritual é um erro grande de consequências desastrosas.
A superação do medo vem com a confiança e a fé no plano divino da evolução, é necessário ter humildade e reconhecer que é um ser em evolução, e que pode ultrapassar o primeiro portal que é o próprio ego.
Quem pode dirigir um trabalho com ayahuasca?
Homem ou mulher que tenha trilhado o caminho da ayahuasca com um ser que teve o conhecimento verdadeiro. Sem que tenha concluído grande parte do seu processo individual, ninguém deveria se atrever a dirigir trabalhos com ervas de poder de qualquer espécie. Pois simplesmente estaria num barco, onde o capitão não conhece o barco, nem o mar, nem aonde quer chegar. Todos soltos num oceano gigantesco, sem direção, sem saber onde está indo.
Como reconhecer o verdadeiro maestro, dirigente ou padrinho?
Em qualquer caminho há sempre os falsos mestres que buscam o ganho pessoal, dinheiro ou reconhecimento, estes são fáceis de reconhecer. Há ainda os bem-intencionados, mas que não tem profundidade nos trabalhos.
Há os que realmente tem como missão o trabalho missionário com as ervas de poder, estes não visam benefícios próprios nem reconhecimento pessoal. E já atingiram em si mesmo um grande conhecimento tanto de si como do outro e da espiritualidade, podendo conduzir trabalho com proteção e sabedoria. O dirigente verdadeiro é humilde, mas com sabedoria para confrontar o ego do outro, desapegado, mas com sabedoria do valor do seu trabalho, não tem a necessidade de agradar, nem por isso é deselegante. É coerente nas atitudes e posicionamentos, não há contradição em suas falas e metas. Tem respeito pelo outro, mas o instiga a crescer. Sua aura inspira confiança, tranquilidade e paz.
Mulheres grávidas tem restrições ao uso da ayahuasca?
Quando um ser está em gestação no útero, tudo o que a mãe ingere ou respira, o ser em formação estará compartilhando.  O ser em gestação estará recebendo a ayahuasca em suas células em formação, assim o aconselhável é que a mãe em sua consciência saiba o que é benéfico para o ser que esta gerando. Como o estado de consciência ainda é limitado na atual humanidade, o aconselhável seria aguardar o término da gestação para o uso da ayahuasca.
Qual a relação da ayahuasca com os extraterrestres?
A humanidade vem sendo visitada e orientada por seres de outras orbes desde o início da sua geração.
Contatos com irmãos de orbes longínquas, sempre existiram e existirão, formas de transes diversas são utilizadas pelo humano para contatar irmão das estrelas. Como já havia comentado, o objetivo da ayahuasca é expandir a consciência do ser, permitindo o contato com outras consciências sejam: extraterrestres, intraterrenas, interoceânicas. A ayahuasca quando o indivíduo já venceu seus demônios internos, possibilita ao caminhante contatar outras realidades terrenas e/ou outras orbes siderais.
Contatos com os irmãos de outras orbes sempre acontece em trabalhos espiritualmente orientados com ayahuasca.
Poderia nos dizer a origem da ayahuasca?
As chamadas plantas de poder ou vegetais cuja composição química quando ingerido pelo humano permite a consciência expandir além da realidade ordinária. É de conhecimento humano desde os primórdios da formação da humanidade. Algumas plantas foram trazidas para este planeta na esperança de cura da humanidade. Irmãos de outras orbes, conhecedores da alquimia vegetal. Criaram vegetais expansores de consciência no objetivo de auxiliar o humano médio a escapar da teia da ilusão.
Então a ayahuasca tem origem extraterrestre?
Ayahuasca não é um vegetal trazido de outra orbe planetária. Vegetais que já existiam na terra foram manipulados para criar enteógenos que quando corretamente utilizados permitiria a ligação dos terrícolas com os irmãos do espaço sideral, com o objetivo de instruir a humanidade.
Nossos ancestrais, xamãs utilizavam ervas de poder em seus rituais. São os xamãs os intermediários entre nós e os extraterrestres?
Médiuns, xamãs, canalizadores sempre existiram na formação da humanidade. Humanos que servem de intermediários entre os seres humanos que estão adormecidos e os seres de outras dimensões.
Alguns médiuns tem o potencial de adentrar em outras realidades sem o uso da ayahuasca.  A ayahuasca abre as portas da percepção de outras realidades. Conectando o humano com os irmãos de outras orbes planetárias. Os xamãs sempre realizaram esta tarefa de contato com as realidades extrafísicas.
Existem diferenças entre as realidade contatadas por médiuns ou canalizadores sem uso da ayahuasca, e os que utilizam a ayahuasca?
O potencial de atingir outras realidades, é inerente ao ser humano, necessita treinamento, vontade e disciplina.
Outras realidades, dimensões existem e suas portas de entradas são sempre guardadas. Existem muitas moradas no universo manifestado. Aquela dimensão contatada com o uso da ayahuasca ou sem ayahuasca será sempre mesma. A percepção da dimensão de quem acessa sempre será de acordo sua capacidade de integrar outras realidades com sua natureza interna.
Existem vantagens de para quem usa a ayahuasca em trabalhos espirituais?
O criador universal ampara a todos peregrinos sinceros na caminhada. Ao escolher um caminho o peregrino está sujeito as intempéries do caminho. Não há vantagem em um caminho ou outro caminho, tão somente o caminho a caminhar.
O dirigente pode trabalhar com mais de uma planta de poder?
As plantas de poder são forças do reino vegetal criadas no planeta para uso sagrado, para conexão com o cosmo sideral. Usar uma espécie de vegetal para conexão, já é o suficiente. Se a pessoa que dirige o trabalho tem conhecimento verdadeiro das plantas de poder. Saberá ele que não se pode misturar num mesmo ritual ervas de poder que traz incompatibilidade entre si. O uso contínuo de ervas de poder diminui sua eficácia com o passar dos anos. Muitos começam a misturar ervas de poder para um efeito maior. Isso é extremamente perigoso e perde-se o objetivo final que é a conexão com o universo.
Lembremos que a criatura na ânsia de uma evolução rápida pensa que quanto mais utilizar as plantas de poder, estará indo mais rápido no seu caminho espiritual. Tal engano os verdadeiros mestres conhecem e não permitem seu uso indiscriminado.
As ervas de poder podem ajudar na projeção astral?
Na denominada projeção da consciência ou projeção astral, a consciência pode afastar do invólucro carnal, livre das amarras densas a consciência viaja pelas esferas astrais ou superiores. As pessoas que já possuem esta habilidade inata ou adquirida ao entrar no estado de consciência ampliada que proporciona o alcalóide da planta encontrará assim um facilitador para a projeção da consciência.
Quem não é um projetor natural a ayahuasca pode ajudar na projeção da consciência?
Durante o ritual ayahuasqueiro, a consciência se expande para a maior parte dos participantes. Muitos perceberam lugares diferentes do seu cotidiano. Aqueles que já aprenderam como funciona a consciência expandida sabem este processo é uma forma de projeção da consciência.
Muitos só conhecem a projeção da consciência no plano astral, lembramos que o corpo astral é um corpo de grande densidade em relação ao plano mental ou outros planos ainda mais sutis.
Em rituais ayahuasqueiros o deslocamento da consciência, geralmente é realizado pelo mental que se projeta na direção que os trabalhos estão sendo orientados, em outros casos são projeções de cunho pessoais onde o indivíduo estará conhecendo a si mesmo.
É possível conhecer vidas passadas no trabalho com ayahuasca?
O conhecimento de vidas passadas nem sempre são benéficos como pensam os leigos e ansiosos caminhantes espirituais. Como em qualquer trabalho espiritualmente dirigido por uma egrégora luminosa, quando há necessidade real e valor na evolução do indivíduo este conhecimento vem à tona, ajudando assim o peregrino na sua evolução terrena. Relembrar uma existência pretérita nem sempre é prazeroso ou deleitante como se pensa o leigo. Uma consciência ainda bruta em sua evolução pode se atrasar ainda mais se adentrar aos arquivos akáshicos de suas existências de forma abrupta. Pode travar sua evolução por muitos anos ou toda uma vida. Insistimos que o uso da ayahuasca não seja focado num trabalho de vidas passadas. Mas sim num trabalho de conexão universal. Atingindo gradualmente patamares de consciência universal.
Poderia falar sobre as músicas utilizadas na ayahuasca. Alguns lugares utilizam cantos, outros hinários, outros músicas populares?
A ayahuasca é uma poção para o despertar da consciência, elevando-a para patamares além da percepção ordinária. As músicas compostas na inspiração da ayahuasca, sejam instrumentais ou cantadas trazem a inspiração e conduzem a consciência expandida naquela direção. Estas músicas certamente terá um resultado mais apreciado.
Os hinários do santo daime são originados de seu sistema de crenças. As chamadas da UDV têm o mesmo objetivo. Os ícaros também tem o mesmo propósito de dirigir a expansão da consciência de forma a atingir o objetivo através do qual o grupo busca. Os instrumentos musicais utilizados nas músicas, também tem influência instrumentos de sopros produzidos de matérias artesanais e maracás produzidos artesanalmente de materiais naturais. E um bom músico auxiliam na condução do trabalho espiritual com ayahuasca.
Músicas instrumentais de elevada inspiração são úteis para os iniciantes e antigos caminhantes. Sinfonias de autores de consagradas inspirações, Bach, Beethoven, Mozart, Chopin entre outros. Podem ser utilizadas se escolhidas corretamente antes do trabalho seguindo sempre a inspiração interior do trabalho.
Músicas populares quando de elevada inspiração são tão válidas quantos outras inspirações.
Músicas de origens religiosas: mantras, pontos de umbanda, utilizados por alguns grupos, teriam o mesmo efeito?
Como falamos anteriormente, o objetivo de qualquer trabalho espiritual deve estar clarificado antes do seu início. Se o grupo de trabalho faz parte de ou tem ressonância com as correntes umbandistas, as músicas ou pontos cantados terão ressonância dentro do trabalho. Os pontos de chamadas umbandista trará as correntes espirituais ligadas a esta egregora. O mesmo ocorrera com os mantras utilizados no trabalho, abrindo um campo vibratório que irá possibilitar a abertura com o referido mantra.
Se um mantra faz referência a Shiva, estará conectando com a essência de Shiva, e assim sucessivamente.
O mesmo acontece com qualquer música utilizada, por isso a necessária precaução das melodias utilizadas nos trabalhos ayahuasqueiros.
Porque agora o senhor está canalizando este trabalho sobre a ayahuasca?
Não temos o objetivo de incentivar ou condenar os trabalhos com a ayahuasca. Nas dimensões onde existimos vemos os trabalhos realizados com uso da poção ayahuasca, percebemos que vários participantes têm afinidades conosco.
Muitas vezes somos chamados nas sessões de ayahuasca. Nos apresentamos para quem tem sensibilidade de perceber nossas energias. Achamos necessário um maior esclarecimento para auxiliar os irmãos e irmãs caminhantes que compartilham os trabalhos espirituais sejam espíritas kardecistas, umbandistas, orientais, xamânicos, católicos, budistas. No objetivo da desmistificação da ayahuasca como sendo utilizados somente por usuários de drogas. As antigas tradições faziam recursos de poções idênticas para determinados adeptos e iniciados. O que vemos hoje um uso indiscriminado de uma poção sagrada, por pessoas sem o devido preparo interno para sua utilização. Alguns casos utilizados para a recreação. Ou misturada com outras substâncias. O que transforma uma ferramenta que devidamente bem utilizada em algo nefasto.
Existe dimensões próprias da ayahuasca, melhorando a pergunta, quando se toma ayahuasca atinge uma determinada dimensão que é própria da ayahuasca?
Pergunta semelhante já foi respondida.
Existem as dimensões vegetais características dos seres elementais que atuam numa determinada vibração. Regidas por seres de altíssima potência luminar. Ao tomar ayahuasca estará em ressonância com os campos dimensionais deste vegetal. Assim as pessoas, a grande maioria nos primeiros contatos com ayahuasca tem visões semelhantes: de animais, cores e símbolos. Lembremos que o objetivo maior do trabalho espiritual é a conexão com o seu eu interior verdadeiro. E consequentemente com as hierarquias divinas regentes do planeta. Tornando-o apto a ser um trabalhador da luz em prol do planeta.
O irmão Ramatis já tomou ayahuasca?
Como caminhante neste universo manifestado, já estive em várias escolas de conhecimento, na índia, no Egito entre outros lugares. Em muitas destas escolas utilizavam ervas de poder no estágio inicial do neófito para que pudesse ter o conhecimento da utilização de tais recursos.
A ayahuasca é uma composição vegetal da América do Sul. Meus primeiros caminhos foram trilhados no oriente. Não utilizei Ayahuasca, já despertei a parte essencial do meu ser. Existo naquilo que vocês têm um vislumbre quando a consciência está ampliada.
Gratidão ao mentor e amigo espiritual Ramatis pelos esclarecimentos.
Canalizado por José Antônio de Souza, dirigente do Círculo de Irradiações Espirituais de São Francisco (Esta canalização teve início em 09 de agosto de 2014).
Entrevista com Ramatis disponível no linK: